segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Cura

Acabo de assistir o filme "A Ponte" (The Bridge), um documentário que narra o lado "obscuro" da Golden Gate: é o lugar mais utilizado no mundo todo por pessoas que desejam consumar o suicídio.

Assistir a pessoas deliberadamente se jogando de uma ponte é um choque. Principalmente a primeira cena.

O filme trouxe depoimentos de pessoas próximas às que pularam da Golden Gate (e foram filmadas). Todas tinham histórico de transtorno mental.

Eu não posso deixar de me perguntar: qual será a cura para os males da mente? Não consigo concordar com o termo "doenças incuráveis". Para mim, é mais correto dizer "doenças cuja cura ainda não foi descoberta".

Qual será o fator causal da esquizofrenia, quando não é de fundo obsessivo? E da bipolaridade? Serão conteúdos não-conscientes muito tumultuados que transitam nas profundezas, gerando ondas de choque na superfície? Qual será o dano no tecido mental, psicológico, perispiritual, que resulta nesses sintomas de transtorno psíquico? Quais são as crenças que promovem esse desequilíbrio nos fundamentos do funcionamento mental?

E qual será a cura para esses males? Intervenção fluídica? Reconstituição da estrutura psicológica? Precisa haver uma forma, mesmo que ainda distante da nossa compreensão.

Mas... e se, por outro lado, o próprio transtorno mental seja um expurgo de desequilíbrios? Isso me parece bastante lógico, mas não é muito mais difícil vencer o impulso suicida quando se tem essas complicações? Ou será que é a própria ânsia de morte a gênese dos distúrbios?

Eu realmente preciso ir estudar psicologia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sobre a verdade

Há, sim, uma verdade absoluta e dela tudo emana. Existem muitas verdades relativas, mas sempre relativas a algo.

Os que dizem que não há verdade absoluta não entendem que até mesmo o conceito de relativo não existiria sem o absoluto; sem o absoluto, todo o relativo é definitivo.

Complexo? Nem... é simples.