Não, não é um tratado, como também não é um conto erótico. Existem tantas manhas e macetes e dicas e perfumaria e técnicas e regras e jogos de sedução em relação ao sexo que eu não tenho nada a acrescentar.
Como bom homem, sexo pra mim é importante. Tu poderias então pensar: "Agora vai vir aquele papo de que sexo, quando é bom, é ótimo, mas mesmo quando é ruim, ainda assim é bom".
Bom, eu não ia citar, mas já que tu comentaste, também é verdade. Mas acho que tem poucas coisas melhores no sexo do que o sexo descomplicado.
Simples assim. Sem jogos, sem exigências, sem o "primeiro aqui, depois ali, e só então aqui", sem prêmios por bom comportamento, sem defesas, sem ameaças. Só duas pessoas querendo uma a outra, curtindo uma a outra sem pressa, compartilhando, dividindo. Sem toda aquela parnafernália que desvia o foco da atenção das pessoas e centraliza no sexo em si; sem dezenas de acepipes ou estimulantes exóticos externos.
Sexo descomplicado não quer dizer simplório ou sem imaginação. Também não tem muito a ver com posições e malabarismos. O sexo descomplicado pode ter todas as variações do kama sutra, ou ser um papai-e-mamãe super curtido. O sexo descomplicado é assim: sem obrigações, só o que se quer que ele seja.
Quando é simples assim, o sexo flui, pois há acesso mútuo e cumplicidade. Acesso mesmo: abertura de alma, abertura de mente, abertura pra sentir e descobrir da mulher (e ela do homem) o que há além dos corpos que se tocam. Sexo de alma, coisa mísitica? Não, não. Pé no chão, duas pessoas presentes em si mesmas, sem precisar fugir pra dentro da mente, experimentando com todos os sentidos todo o corpo da mulher (e ela, o do homem).
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